Dormiria dali para frente todas as noites numa cama de ferro típica, dura e gelada.
Guardava ódio daqueles garotos infantis e mimados pelas mães que nunca saberiam o que exatamente era ter que dormir daquele jeito. Ódio da cara deles e daquele sentimento piedoso, porém ignorante dos meninos que não faziam o menor esforço para crescer. Não queriam encarar nada por conta própria.
O ódio não ajudava em nada, porque mesmo com o calor do seu corpo explodindo em raiva, a cama de ferro ainda assim era fria demais.
Ela amadurecia a cada noite, e, se houvesse uma medida comparativa amadurecimento-sorriso, Gestrudes poderia mostrar ao mundo o quanto amadurecer retirava o sorriso do seu rosto.
Cada crença adolescente que caía, se espatifava, na realidade, uma camada de concreto era posta numa couraça que se erguia e, ao longo da vida, transformava Gestrudes em uma mulher de pedra. Pedras ocas, que com o soco de uma criança viram areia e poeira.
E os garotos continuavam a passar com suas esmolas e ações de caridade para acreditarem que ajudavam em alguma coisa. Depois que viravam a esquina, gastavam, entre risos, o dobro, o triplo das esmolas em alguma bebida que se quer era realmente boa. Compravam brinquedos para adultos e jogavam fora no mês seguinte.
Ela, por sua vez, gostaria de nunca mais aceitar aquela esmola hipócrita, mas eu, Hanna, não sei se algum dia Gestrudes conseguiu chegar aonde queria. Sequer sei se ela sabia onde queria chegar. Só sei que não queria aquela cama, nem aquelas esmolas.
Assisti ontem o filme “Rabbit role”. De um diretor que, sinceramente, não me chama atenção por nada anterior. Chama-se John Cameron Mitchell a quem interessar. O elenco é um deslumbre: Nicole Kidman, que foi indicada ao Oscar por esse papel, Aaron Eckhart, Sandra Oh e Dianne Wiest.
A história gira em torno de um casal que após a morte do filho tem dificuldade em se manter são.
Becca, (Nic) não se conforma pela perda da criança e o marido, vivido pelo pontual Aaron, busca um caminho, o fim do sofrimento. Grupos de ajuda, religião, um novo filho… Caminhos dados como clichê e que de fato ajudam muita gente a dar forma aquilo que elas mesmas não conseguem dar. O caos emocional aparece no filme como uma inquietação tanto pra ele como para ela, mas vivido formas totalmente diferentes. Cada personagem tem um jeito de lidar com seu caos particular e o filme não se encerra de forma nenhuma no drama deles dois. Mas evidencia o emaranhado de conexões interpessoais que permeia a fragilidade individual.
O filme se desenrola mostrando que não há estrada pré estabelecida e que apesar de boas especulações e questões sobre vida e morte, sobre justiça e perdão, que é na experiência particular e na construção subjetiva dessas experiências que se chega a qualquer “toca de coelho”, como sugere o titulo original do filme.
Outra boa toca de coelho bem conhecida, praticamente de forma universal é a toca em que a Alice cai em Alice no País das Maravilhas. A menina se vê em situações absurdas, mas pode compreender que o “caos” nunca é uma bagunça, mas uma forma que se tem de reequilibrar , de se reestruturar algo que parece, apenas parece fora do lugar.
Becca bebeu da mesma fonte que Alice. ” Y Tu Mama También”
Los Hermanos;Foo Figthres; Coldplay; Radiohead; Móveis Coloniais de Acaju; Incubus; Copacabana Club; Linkin Park; Cibele; Ivete Sangalo; Katy Perry; Lady Gaga; Elton John; Nickelback; Titãs; Bon Jovi; AC/DC; Raimundos; U2; Avril Lavigne; Paramore; Pitty; Tokio Hotel; Tiago Iorc; Green Day; Jonas Brothers; Arctic Monkeys; Nando Reis; Bob Dylan; Pearl Jam; The Strokes; Skank; R.E.M.; The Killers; Muse;Rush; Sepultura; Avenged Sevenfold; Metallica; Angra; Iron Maiden; Matanza; Evanescence; Slipknot; Ozzy Osbourne
Entre outros
Bem realista?
Por que nem tudo é perfeito…
Iria a todos os dias só para prestigiar um evento!
Rock in Rio – Rio de Janeiro é Lixo elevado ao cubo. (RIR? RIRRJ!)
Pop in Rio?
Se rolar mesmo ano que vem, será que melhora?
Viva o SWU, Planeta Terra, Coachella, Glastonbury e Benicassim
Idiossincrasia do grego, “temperamento peculiar”, composto de ἴδιος (idios)“peculiar” e σύγκρασις (synkrasis) “mistura”). Característica comportamental ou estrutural peculiar a um indivíduo ou grupo.
O termo também pode ser aplicado para símbolos – Símbolos idiossincráticos – Quando um símbolo toma um significado particular para uma pessoa. Exe.: lâmina pode significar guerra para alguém, mas para outro ela poderia simbolizar o sacramento de um cavaleiro.
Agora você pode chamar “Piada Interna” de “Idiossincrasia” para ser pseudo.
Outra forma mais eficaz de ser pseudo é dizer: “As mulheres de Godard buscam revelar, por meio da película, as idiossincrasias femininas em um relacionamento a dois, ou a três, assim como Truffaut pincelou em Jules e Jim”
Ps.:Nada é mais aterrorizantemente pseudo do que chamar filme de película.
Fazendo a minha micro ronda pelo Globo de hoje, eu vi uma nova paixão na coluna da Flávia Oliveira, Negócios & Cia. A Soulier lança hoje a sua nova coleção primavera verão, e isso incluí uma fofura de bico fino e cadarcinho nas cores amarelo, azul e vermelho, que se tornou o meu objeto de desejo dessa quinta-feira.
Aqui está o vídeo da nova campanha, com fotos produzidas pela consultora Zizi Ribeiro.
Meu primeiro contato foi tardio, em 2005 ou 2006, quando resolvi ceder e alugar Os Sonhadores pela primeira vez.
Me apaixonei pelo filme, e pela trilha sonora. Foi assim que eu conheci Françoise Hardy, “Tous Les Garçons et Les Filles”, estava lá embalando o momento em que Matthew e Isabelle tentam fazer algo outside e for real… Tous Les Garçons et Les Filles (Todos os Meninos e Meninas), primeiro single da cantora, aos 18 anos. Mais tarde a música viria a ser interpretada pela também francesa, Carla Bruni, sem tanto efeito pra mim. À Bruni,que eu adoro, falta uma pitada de autenticidade e de carisma também, eu diria.
Françoise, com aquele rosto anguloso, marcante, as vezes andrógeno,mas sempre marcado por um bom, e igualmente marcante, corte de cabelo… tem mais bagagem para atrair a minha atenção. Nem vou comentar a simplicidade cativante dos clipes, supera Nancy Sinatra (delícia) em This Boots Are Made For Walkin’. Aquele clima que a Lily Allen recriou em Not Fair (outra delícia)…
De qualquer forma não estou aqui para comparar ninguém. Até porque sempre me sinto injusta quando comparo coisas que eu gosto. (Quando na verdade eu devo ser injusta quando comparo uma que gosto com outra que -odeio- “nem tanto”) – Até porque ela já “conviveu” com Sharon Tate, Jane Birkin, Brigitte Bardot e Anna Karina, não casou com ninguém famoso e ainda assim virou ícone fashion.
Meu amor foi inevitável depois de ouvi-la cantando com o amado Iggy, ele, o Pop. (trocadilhos tostos), I’ll Be Seeing You. Simplesmente viciante.
Plus and more important:
Françoise faz parte do yé-yé, um estilo pop da década de 60, que ficou bastante conhecido em países como a França, a Espanha e até no Brasil. Foi o primeiro movimento musical encabeçado por mulheres, todas novinhas que abordavam temas próximos da realidade delas.
Dentro desse contexto estava o Serge Gainsbourg (ui ui ui), que escreveu várias letras tanto para ela quanto pra Brigite (Anne-Marie Búzios) Bardot, Anna Karina e claro, sua esposa, Jane Birkin. Nessa onda do filme Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres (que, aliás, necessito muito assistir ao filme) é fácil entender esse movimento. Fica a Dica para hoje e sempre.
São 29 álbuns de deliciosas baladas (em francês, inglês, italiano, espanhol e alemão), dos quais eu destaco Mon Amie La Rose, L’amitié e Loving You.
Discografia
Tous les garçons et les filles (1962)
Le premier bonheur du jour (1963)
Italian Songs (1963)
Mon amie la rose (1964)
L’amitié (1965)
Françoise Hardy in Germany (1965)
La maison ou j’ai grandi (1966)
Françoise Hardy in English (1966)
Ma jeunesse fout le camp (1967)
Comment te dire adieu (1968)
Francoise Hardy en anglais (1969)
Germinal (1970)
Soleil (1970)
One-Nine-Seven-Zero (1970)
Traume (1971)
La question (1971)
Message personnel (1973)
Entr’acte (1974)
Star (1977)
Musique saoule (1978)
Gin Tonic (1980)
A suivre (1981)
Quelqu’un qui s’en va (1982)
Décalages (1988)
Le danger (1996)
Clair-obscur (2000)
Tant de belles choses (2004)
Parenthèses (2006)
La pluie sans parapluie (2010)
O espetáculo “Eu te amo mesmo assim” em cartaz no Teatro das Artes, na Gávea, é imperdível!
Uma dupla de atores cantores no faz passear entre dicas de conquistas ao som das mais populares canções que marcaram época na história do Brasil.
Ao contar paralelamente sobre um casal que passa por todos os estágios de um relacionamento, desde o se apaixonar ao fim de tudo, permite também que o publico crie a historia de forma mais intima ( e particular) se incluindo pela memória afeto musical.
Aula de mitologia, banho de capacidade vocal, excelente química entre banda e atores fazem desse espetáculo inesquecível e extremamente recomendável aqueles que amam, amaram e certamente amarão!
Se eu fosse o bonequinho “do teatro” aplaudia de pé essa peca!
Não é só Sienna Miller que se juntou à irmã para investir nos seus dotes em estilo.
Lily Allen abriu o seu brechó, Lucy in Disguise, com a irmã, Sarah Owen, no ano passado.
A cantora inglesa tem um super armário: “algumas pessoas colecionam estatuas, e eu coleciono roupas”. Nway… ela não produzia nada. O brechó vendia algumas roupas e outras eram apenas para aluguel. Um dia chegaria a hora dela se jogar na produção de roupas, e esse dia chegou.
Agora a Lucy in Disguise (tradução livre: Lucy Em Disfarce) terá produção em massa que poderá ser encontrada na Harvey Nichols e no site Shopbop.
Como sempre, considero importante dar um panorama da personalidade e principalmente do estilo de quem dá o nome à coleção… Assim como eu fiz com a Alexa <3 Chung para a Madewell [que está com nova (2ª) coleção na loja].
Então…
Lily Allen tem 25 anos, é taurina, compõe a maioria das suas músicas, que têm linguagem “simples” e divertida. Estourou com seu primeiro single: Smile. A música, basicamente, diz que ver o cara chorar faz ela sorrir. Curto muito a Lily, achei o show dela incrível pela animação principalmente. Ela parece ser espontânea mesmo que eu saiba que ela repete as danças, é como uma coreografia descompromissada.
Ela é desbocada e ja arrumou confusão com Perez Hilton, Amy Winehouse, Kylie Minogue, Katy Perry… por aí vai. Já protagonizou uma cena louca, socando alguém e usando uma chanel bag ao mesmo tempo (e, em 2009, ela foi a cara de uma campanha da Chanel). Ah! Além disso ela é tipo miguxa da Kate Moss o que, para mim, conta pontos pra ela.
Ela sempre fez um estilo retrô, por vezes (até demais pro meu gostou) usou aqueles boyfriend’s sneakers muito hiphop/jogador de basquete. Misturava com vestidinhos super femininos e brincões de argola. Apesar do profile, ela não é uma skinny bitch, pelo contrário… tem as coxas grossas e não tem traumas com isso (acho bacana). Ela também põe de fora com os maiores saltos – lindos – de todo o Reino Unido. Nway…
Os Croquis dela são uma gracinha. Me parecem feitos em guache, o que muito me atrai.
Lily Allen e Sarah Owen no Frog (com Alexa Chung):
Nascido no final do século XIX, Escher participou de um período histórico-cientifico de espírito único. Esse que faz aparecer em exposição pelo mundo afora e que se você correr ainda pega nesse fim de semana fim dia 27) no CCBB-Rio quando a exposição volta a viajar.
O espírito que estou dizendo é o da revolução que surgiu a partir da metade do século XIX, era o processo de criar uma nova ciência. Escher não foi um cientista, mas inegável é sua capacidade de matematizar, de brincar e intrigar pela ótica e sem querer -querendo se embrenhar com a psique.
A tão falada banda de Moebius , (aquela que não tem lado de dentro nem de fora)que a psicologia se apropriou, está lá desenhada entre formigas na visão de Escher.
Admito que não conheça metade dos trabalhos do autor, e sai, ainda bem, maravilhada da experiência que é sua exposição.
Descobrimento, de surpresa, de experiência, de testes, de perplexidade está em todo mundo ali. Em dado momento olhei pros lados e vendo todo mundo (as salas estavam lotadas) fazendo fila pra se ver num pequeno espelho que refletia em outro lado da sala, me senti numa viagem no tempo. Sim, em tempos de dowloads, de ipods, de câmeras digitais, de tecnologias mil! Me senti no inicio do século passado, quando as Feiras de Ciência e e o início de invenções do ramo da ótica se desenvolviam, pouco antes de todas as ilusões se renderem a plenitude do cinema. Foi uma viagem maravilhosa que inclusive conta com um cinema 3D de excepcional qualidade que nos faz viajar por dentro, por fora e por todos os lados das obras de Escher. Inclusive lados impossiveis de existirem no real.
Enfim, mais do que recomendo essa vivencia e que se faça com o coração puro para se divertir muito mesmo nas ilusões criadas por um gênio das artes óticas. Como por exemplo tirando fotos como as de cima que tem eu e a outra autora do Blog brincando de Alice no pais das maravilhas!
Me deu saudade da musiquinha d espera! Vc liga p/ Lolla Palooza ,escuta non stop 1 unica frase q t hipnotiza e t faz esquecer o q vc qr. 3 days ago
Diante da avaliacao da minha primeira aula de natacao, eis que escuto de um amigo " faz natação de scuba, baby." What A Great Idea!!! =D Hua 1 week ago