What I love about you (ou: Falar eu te amo nao diz tanto assim…)

16 jan

Lendo umas paginas da revista Marie Claire americana acabei parando numa pequena enquete que feita a jovens universitários sobre o que amavam sobre a pessoa com quem foi fotografado é que cheguei aqui com esse texto.
O que eu amo em você? O que eu amo na maior parte das pessoas que eu amo? O todo é menor que as partes. A gestalt me diria o oposto, mas a minha percepção agora não vai dar ouvidos ou reflexão a essa lei da forma. Definitivamente amo pequenas coisas nos que eu amo. São coisas que as fazem maiores, as caras, atitudes, surpresas, obviedades, as coisas que eu já espero porque fulano simplesmente é assim, ainda bem!

Já parou pra pensar o que você ama em pelo menos 3 pessoas que você realmente destaca do planeta inteiro pra você? Podem ser defeitos, pode ser físico, pode ser espiritual, pode ser qualquer coisa, mas você já parou pra esse exercício?

Sugiro que você o faca. Acho que quando a gente chega a resposta como essa chega mais perto da gente mesmo. O que eu sou senão o que eu amo, odeio, como, sou, não sou, visto? Eu sou as coisas que eu uso, produzo e ignoro. Eu sou o que eu amo.

Não acho que auto conhecimento seja uma coisa possível, não como um todo. Ninguem se conhece e isso é o que torna nossa convivência conosco minimamente possível, sem grandes surtos…ne? Pelo menos no geral…

Amo a risada, amo o jeito inocente que me escuta mas não me entende, amo o quanto me respeita e me olha nos olhos me admirando, amo a criança que existe nela, amo o eterno querer, amo a simplicidade dos sentimentos dele. Amo quando ele tenta em vão se adaptar a esse mundo, ele simplesmente não pertence aqui, é um desajustado! Amo quando ela esta de um humor e a gente pode ser feliz fazendo qualquer coisa. Eu sou isso tudo que não habita em mim porque eu sou tudo que eu vejo em você também.

Dizer o que se ama em alguem pode dizer mais que falar ” eu te amo”.

Por ANNA BARRETO

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2 Respostas to “What I love about you (ou: Falar eu te amo nao diz tanto assim…)”

  1. Carlos Alberto Machado Gomes janeiro 17, 2011 às 7:07 AM #

    Gosto de pensar que se ama por que se ama, se tenho algo para te dar, este algo passará a ser exclusivamente seu, você nada me deve. O que poderiamos chamar de amor condicional creio ser uma negociação consciente num relacionamento a dois, nesse caso Vinicius de Moraes teria acertado o alvo, em seu desfecho, amor eterno enquanto dure. Somos atravessados por uma forma de amar carregado de dependencias e estereótipos, que vão desde os perfis familiares até o fundamentalismo religioso, bem aquém das possibilidades deste amar o que faz parte do outro; que nos daria um horizonte bem maior de conpreensão dessa diversidade tão póxima de nos; isso é de um barulho ensurdedor pois então eu também deveria aceitar ser amado por alguma pequena parte de mim, seria um golpe cruel diante da minha maravilhosa criação: eu. Adorei teu post, arrazou! kss

  2. Tatiana Aragão Pereira janeiro 31, 2011 às 9:35 AM #

    amei!

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