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Status 0: Hoje, todos os meus status são para você, meu bem

20 set

Aurora carnaval. Ele disse que não morava ninguém dentro de mim.

Foi como a primeira tentativa de tragar um cigarro. Tentar sentir como todos dizem que sentem. Eu não sinto assim.

Ele afastou de mim as quimeras que me apreendem e isso já me fazia amar demais.

Toda compreensão e paciência aos rompantes, às diferenças e aos excessos dele.

Tic-tac, tic-tac. Dedicação traduzida para “sangue de barata”, “sangue de barata”.

 

Na atual e finita obrigatoriedade de conviver, todos os meus status são para você, meu bem!

Você fala mais besteiras do que pode imaginar. Até do que o meu preconceito com caras desse tipo pode conceber.

Você prova que vinis, cigarros e raybans não têm diferença dos iPods, açaís e Reefs.

Raro demais, mas você podia ter tido a voluntária compressão.

Mas, se mesmo n’um grande esforço, você não se manteve aqui, foi com um grande esforço que você implodiu tudo com um “eu também” mal empregado.

Você usa lente de aumento quando olha o espelho do seu ego?

 

Por isso… Hoje, todos os clichês covardes, dessa autoajuda gratuita da nova era, são para você.  “A arte de ouvir merda e falar mais merda ainda de volta!” “Prefiro me fazer compreendida a me fazer de evoluída.”  “Quando o interlocutor acha que paciência é sinal de ser otário.”

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What I love about you (ou: Falar eu te amo nao diz tanto assim…)

16 jan

Lendo umas paginas da revista Marie Claire americana acabei parando numa pequena enquete que feita a jovens universitários sobre o que amavam sobre a pessoa com quem foi fotografado é que cheguei aqui com esse texto.
O que eu amo em você? O que eu amo na maior parte das pessoas que eu amo? O todo é menor que as partes. A gestalt me diria o oposto, mas a minha percepção agora não vai dar ouvidos ou reflexão a essa lei da forma. Definitivamente amo pequenas coisas nos que eu amo. São coisas que as fazem maiores, as caras, atitudes, surpresas, obviedades, as coisas que eu já espero porque fulano simplesmente é assim, ainda bem!

Já parou pra pensar o que você ama em pelo menos 3 pessoas que você realmente destaca do planeta inteiro pra você? Podem ser defeitos, pode ser físico, pode ser espiritual, pode ser qualquer coisa, mas você já parou pra esse exercício?

Sugiro que você o faca. Acho que quando a gente chega a resposta como essa chega mais perto da gente mesmo. O que eu sou senão o que eu amo, odeio, como, sou, não sou, visto? Eu sou as coisas que eu uso, produzo e ignoro. Eu sou o que eu amo.

Não acho que auto conhecimento seja uma coisa possível, não como um todo. Ninguem se conhece e isso é o que torna nossa convivência conosco minimamente possível, sem grandes surtos…ne? Pelo menos no geral…

Amo a risada, amo o jeito inocente que me escuta mas não me entende, amo o quanto me respeita e me olha nos olhos me admirando, amo a criança que existe nela, amo o eterno querer, amo a simplicidade dos sentimentos dele. Amo quando ele tenta em vão se adaptar a esse mundo, ele simplesmente não pertence aqui, é um desajustado! Amo quando ela esta de um humor e a gente pode ser feliz fazendo qualquer coisa. Eu sou isso tudo que não habita em mim porque eu sou tudo que eu vejo em você também.

Dizer o que se ama em alguem pode dizer mais que falar ” eu te amo”.

Por ANNA BARRETO

Epifania Feminina

14 nov

Eu não vi a estreia de “o que as mulheres querem” ou gostam… sei lá. Ouvi comentários, bons, ruins… e sempre tem esse estigma o que ela querem, o que elas pensam, o que elas falam no banheiro. Pois bem, estive pensando sobre isso, e concluí que toda mulher já teve epifanias similares com relação a eles. Queria explanar algumas delas em parágrafos aqui no blog.

(plácida) “You are not that great” “you are not that grand” “you are not that good”

(arrogante) “Você não sabe o que é ou como é uma mulher sentindo prazer. E se você já esteve com mais de quatro mulheres acredite que o problema não é de todas elas, você simplesmente não sabe o que é isso”

(sonada) “Foi bom sim, mas não foi você… fui eu mesma”

(irada) “não! Eu não reclamaria do seu sagrado futebol e chopp com os amigos se eu pudesse estar em um shopping portando um cartão ilimitado com as minhas amigas. O que eu posso fazer se os seus prazeres são baratos?”

(irônica) “Por favor, antes de falar da minha barriga, olhe pra sua… e antes de falar da boca da Angelina Jolie, olhe a do Brad Pitt.”

(condescendente) “você fica bonitinho e frágil quando se acha o super homem… é tão antagônico”

(sorridente) “Eu só quero sexo, porque eu sei que não vai levar um mês para você se mostrar um ridículo superficial”

(impaciente) “O seu problema em ouvir é correspondente a sua capacidade de raciocinar”

(nervosa) “Você não tem a verdade. Você está reproduzindo alguma coisa que alguém já falou pra você”

(apaixonada) “você é o melhor homem do mundo. Por favor, não me deixa ver que não passa de miopia”

(feliz) “é por isso que eu gosto quando estamos sozinhos. Você não age como um completo idiota para se parecer com seus amigos”

(superficial) “enquanto você falava sobre carros, eu tiro uns minutos para pensava que roupa eu ia usar no aniversário da Cíntia. Só que… eu usei a roupa que eu pensei… e tive pena de você que provavelmente nunca vai dirigir os carros que você tanto fala…”

(triste) “é, você sempre foi ótimo, pena que não manteve isso por tanto tempo”

12 de outubro

12 out

Toda criança gosta de brincar de ser adulto…
Fingir que dirige o carro, usar maquiagem e jóias da mãe.
A vida de adulto nem é tão bacana assim…
Mas dia após dia eu tento não esquecer das coisas que eu queria e sentia quando eu era criança.
Feliz dia das crianças… pra todo mundo!

Postado por Hanna

Um pouco de Clarice

5 maio

“Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam. Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece…”

E prometo não fazer mais posts chatos nas próximas cinco atualizações

… E Vênus em Virgem.

28 abr

Eu me lembro de quando sua roupa me servia e de como eu gostava daquele blusão azul surrado que você tinha ciúmes. Eu projetava você de um jeito tão diferente do que você realmente é. Mas o que é “realmente ser”? Essas coisas inatingíveis e discussões filosóficas não fazem o meu gênero. Não hoje. E “hoje” no sentido muito literal, porque é assim que eu realmente sou, amanhã pode ser que faça o meu gênero.

Na época da camisa azul surrada eu gostava de ler coisas que você não escrevia, ouvir frases que você não dizia. Eu estava na maldita fase das entrelinhas, achava que, por algum motivo qualquer, tudo estava nas malditas entrelinhas, quando na verdade só está o que a gente quer e consegue ler. É tão limitado. No cantinho daquele beliche que eu dormia eu sentia vergonha só de imaginar alguém que pudesse saber como eu acreditava que você conseguia me ouvir em pensamento. Eu projetava você.

Lembro também do dia que fui fumar do lado de fora da casa, estava descabelada e irritada com você. Quando abri a primeira porta, olhei pelo vidro da segunda e você estava ali, sorridente, tentando me ligar para fazer uma surpresa. Meu coração disparou, depois de meses juntos foi quando você fez o meu coração realmente bater acelerado sem envolver nenhum esforço físico. Pensei que não ia mais ter controle sobre nada nesse jogo que são as relações entre homens e mulheres. A partir daquele dia você foi ficando mais real.

Meu coração disparou, mas não pude deixar de notar seus sapatos. Como eu odiava aqueles sapatos! Também não gostava daquele chapéu, nem daquele casaco, mas os seus sapatos… eles eu não conseguia engolir. Tinha vergonha quando você saia na rua comigo, calçado naqueles sapatos esquisitos de tecido. Nunca consegui vestir aquele par de sapatos, nem quando ele era a única opção para evitar o chão gélido da sua casa. Eles nunca me serviram, e hoje, no sentido figurado, nem as suas roupas não me servem mais.

Deprê Mensal

9 fev

Tem mesmo uns dias que você se pergunta: Por que eu estou vivo mesmo? Os sonhos possíveis são sonhos que você não construiu para si mesmo. A vida parece uma sucessão de erros…

É bom quando chega aquele momento em que você se dá conta que vida é isso, uma série de aprendizagem. Mesmo que você demore a ver, que tudo bem demorar a aprender.

No caso feminino isso se chama TPM.