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Reencontrando a felicidade (no buraco da Alice).

7 set

Assisti ontem o filme “Rabbit role”. De um diretor que, sinceramente, não me chama atenção por nada anterior. Chama-se John Cameron Mitchell a quem interessar. O elenco é um deslumbre: Nicole Kidman, que foi indicada ao Oscar por esse papel, Aaron Eckhart, Sandra Oh e Dianne Wiest.


A história gira em torno de um casal que após a morte do filho tem dificuldade em se manter são.
Becca, (Nic) não se conforma pela perda da criança e o marido, vivido pelo pontual Aaron, busca um caminho, o fim do sofrimento. Grupos de ajuda, religião, um novo filho… Caminhos dados como clichê e que de fato ajudam muita gente a dar forma aquilo que elas mesmas não conseguem dar. O caos emocional aparece no filme como uma inquietação tanto pra ele como para ela, mas vivido formas totalmente diferentes. Cada personagem tem um jeito de lidar com seu caos particular e o filme não se encerra de forma nenhuma no drama deles dois. Mas evidencia o emaranhado de conexões interpessoais que permeia a fragilidade individual.
O filme se desenrola mostrando que não há estrada pré estabelecida e que apesar de boas especulações e questões sobre vida e morte, sobre justiça e perdão, que é na experiência particular e na construção subjetiva dessas experiências que se chega a qualquer “toca de coelho”, como sugere o titulo original do filme.
Outra boa toca de coelho bem conhecida, praticamente de forma universal é a toca em que a Alice cai em Alice no País das Maravilhas. A menina se vê em situações absurdas, mas pode compreender que o “caos” nunca é uma bagunça, mas uma forma que se tem de reequilibrar , de se reestruturar algo que parece, apenas parece fora do lugar.
Becca bebeu da mesma fonte que Alice. ” Y Tu Mama También”

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A (palavra) da Semana

5 set

Idiossincrasia do grego, “temperamento peculiar”, composto de ἴδιος (idios)“peculiar” e σύγκρασις (synkrasis) “mistura”). Característica comportamental ou estrutural peculiar a um indivíduo ou grupo.

O termo também pode ser aplicado para símbolos – Símbolos idiossincráticos – Quando um símbolo toma um significado particular para uma pessoa. Exe.: lâmina pode significar guerra para alguém, mas para outro ela poderia simbolizar o sacramento de um cavaleiro.

Agora você pode chamar “Piada Interna” de “Idiossincrasia” para ser pseudo.

Outra forma mais eficaz de ser pseudo é dizer: “As mulheres de Godard buscam revelar, por meio da película, as idiossincrasias femininas em um relacionamento a dois, ou a três, assim como Truffaut pincelou em Jules e Jim”

Ps.:Nada é mais aterrorizantemente pseudo do que chamar filme de película.

Confessions of a Shopaholic

22 out

Assisti Budapeste ontem, não há muito o que falar.
Hoje assisti Becky Bloom – Confessions of a Shopaholic.
O filme é meio bobo – mentira, é completamente bobo.
Mas o figurino é da Patricia Field. (luxo)

E a questão fica:
-O que te deixa melhor? fazer muitas compras ou um dia de namoro?
-Você largaria o seu namorado por um dia inteiro para ir a um shopping com um cartão ilimitado na mão?
-Ter um lar com um closet enorme e lotado ou uma casa com marido e cheia de filhos?

Não é que uma coisa anule a outra… mas por hora,
diria sim para a segunda questão e nas outras duas escolheria a primeira opção.