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Alexa Chung para Madewell

20 fev

Hoje vou me dedicar a uma coisa que ando sem prática: escrever sobre moda. Anos que não faço isso, mas me senti inspirada. Depois que relembrei do The Cobra Snake graças ao Fashion Melon e vi fotos da coleção idealizada pela Alexa Chung para Madewell (marca que faz parte do J.Crew Group). Então, vamos lá e desculpe os tropeços da falta de prática.

Todos os meus professores de teoria da comunicação sempre diziam que é importante conhecer o emissor, para melhor decodificar a mensagem. Então, quem é Alexa Chung, além da apresentadora inglesa que caiu no gosto das fashionistas e é a capa da Vogue UK de março? Ela é uma fã dos anos 60 e 70, já foi aficionada pela Jane Birkin (mãe da cantora e atriz Charlotte Gainsbourg) que inspirou a bolsa mais cobiçada do ocidente a birkin bag da Hermes. Hoje existe a Alexa Chung bag, pela Mulberry.

Além disso Alexa é fã de blusas de bandas com modelagem masculina, vestidos e shorts bem curtos, o estilo vintage e um indefectível lápis de olho fazendo o estilo “gato”. Curte um look clássicos com assessórios e detalhes modernosos, muitos blazers diferentes (e lindos), cachecóis longos estilo colegial etc. Foi essa menina que apresentou a coleção pela Madewell para o outono-inverno 2010/11.

Cintura alta, cardigãs, jeans, saias, nenhum decote ousado, mangas compridas, short e vestido de veludo… tudo na coleção reflete o estilo da própria apresentadora. Tudo junto misturado num estilo cool-geek-vintage. Pra quem curte, combina até com óculos de aro grosso preto. O grande lance fica mesmo pela obsessão dela pelos anos 60 e 70. As fotos falam bem sobre a coleção. Para mim o que é fundamental e será o revival must-have das próximas estações: meias! Tamanco com meia e o sapatos Oxford (não o bicolor). Aliás, seria mocassim e Oxford com meia um “Michael Jackson não morreu”?

“I’m obsessed with the Sixties and Seventies, probably because I love those films, Darling, Masculine, Feminine and Blow Up. I spend most of the time wishing I was Jane Birkin – hence the fringe, which my hairdresser, George Northwood at Daniel Hersheson, actually cut too short the first time. I think girls back then were so much cooler – sexy without being porn stars or so in your face, wearing Lycra everything. Everything was just that bit softer then.”

Para conhecer mais sobre o estilinho Alexa: I Want To Be Alexa Chung e Fuck Yeah Alexa Chung

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A (moda) da Semana

20 jan

O que mata nas semanas de moda do Brasil, é ver o que já foi visto quase um ano atrás na Europa. Esse dilema remanesce desde quando eu acompanhava fielmente os desfiles, na época que cursava moda, entre 2001 e 2003.
Nessa semana de inverno 2010, eu acompanhei mais as banalidades. O pouco que vi de passarela foi um enorme Déjà vu das ruas que acompanhei em 2009. Vestido branco rendado que a Alexa Chung desgastou nos festivais de música. As ombreiras em vestidos com estampa floral hipada, que Jennifer Connelly foi a todas as premieres, são tão Balenciaga, que não sei o que uma grife brasileira pretende fazer com a sua identidade. Mais uma vez, Alexa Chung esgotou, no “It’s On With Alexa Chung”, os estilos abotinados com meia aparecendo que tornaram os pés nas passarelas brasileiras enjoativos. O mesmo vale para as plumas.
A sensação que passa é que ler o garotasestupidas, o fashionmelon, o itgirls e acompanhar Justjared durante um ano… se torna o suficiente para saber o que estará in no Brazil’s Next Season
O que parece ser relevante nas semanas de moda do Brasil são mesmo as celebridades que lá vão, o que fazem, a festa que o Jesus Luz tocou e o calor do rio de Janeiro. Uma pena! Alias! Acompanhei o “das ruas” no Modice e queria entender como tem gente que consegue usar botas no porto do Rio de Janeiro, com o calor que faz aqui! De qualquer forma, não consigo qualificar a moda do Brasil como Lixo. Mas não dá para ser Luxo.